Tom Hanks quer fazer mais filmes baseados em livros de Dan Brown

LOS ANGELES ¿ O ator Tom Hanks, protagonista do polêmico O código da Vinci e de Anjos e Demônios, que será lançado na próxima semana, declarou que gostaria muito de atuar em outros filmes baseados na obra de Dan Brown e suas teorias da conspiração religiosa que tanto irrita a Igreja católica.

AFP |

Hanks vive mais uma vez o professor e simbologista de Harvard, Robert Langdon, no novo filme que se segue ao 'blockbuster' de 2006 ("O código da Vinci"), sendo que, na realidade, "Anjos e demônios" é um livro anterior à história que envolvia a descendência messiânica de Jesus Cristo e a trama do abafamento do "sagrado feminino" por parte das autoridade eclesiásticas.

"Eu acho que Langdon é um personagem atemporal como Sherlock Holmes. Um Indiana Jones intelectual sem chicote, e espero ter a chance de interpretá-lo mais umas cinco vezes", afirmou Hanks antes da estreia mundial da nova produção, em 15 de maio.

"Já conversei isso com Dan Brown e Ron Howard" (produtor e diretor), afirmou Hanks em coletiva de imprensa em Tóquio, onde se encontra promovendo o filme.

A declaração acontece quando Brown está prestes a lançar seu terceiro livro protagonizado por Langdon, "The Lost Symbol" ("O símbolo perdido", numa tradução livre), que chegará às livrarias em 15 de setembro com uma tiragem inicial de cinco milhões de cópias.

Em "Anjos e demônios", Langdon se envolve no caso do assassinato de quatro cardeais considerados favoritos à sucessão papal e tenta impedir que o Vaticano seja literalmente explodido.

"O Código da Vinci" despertou a ira dos católicos conservadores por partir da premissa, defendida por muitos historiadores, de que Jesus era casado com Maria Madalena e deixou filhos, fatos que teria sido ocultados e se tornado tema herético em termos de dogma católico.

Hanks afirmou ainda que o novo filme do livro de Dan Brown levanta importantes questionamentos sobre fé e ciência nos tempos modernos.

"Um filme cuja controvérsia visa apenas atrair divulgação e lucro não tem o menor valor. O que valeu a pena fazer esse filme é que seu tema prende a atenção", explicou.

Por causa da controvérsia que cerca as obras de Brown, a produção precisou recorrer ao que definiu como "táticas de guerrilha".

Isso incluiu enviar pequenas unidades de filmagens a locações às quais as autoridades da Igreja proibiram acesso e fazer tomadas para ter cenários recriados nos estúdios de Hollywood.

"Sabíamos que não teríamos a cooperação do Vaticano porque, mesmo na época de 'O código da Vinci', sempre que pedíamos para filmar perto ou dentro de uma igreja católica, nosso pedido foi rejeitado", explicou Ron Howard, que também dirigiu "O código da Vinci".

"Mesmo filmando na base da guerrilha, não violamos nenhuma lei, mas nem sempre pedimos permissão para tudo que íamos fazer. Havia um clima de fazer esse filme como uma obra indie", acrescentou.

"Estou muito orgulhoso como diretor em termos de usar cada trucagem que existe no cinema, das ilusões usadas há 100 anos num filme mudo à mais sofisticada tecnologia digital, para tentar criar essa sensação para o público de que os personagens estavam mesmo em Roma", concluiu.

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