Tolmasquim diz que liminar não atrasa hidrelétrica de Jirau

RIO (Reuters)- A liminar judicial que pode suspender a obra da usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira (RO), não vai atrasar a entrada em operação da unidade, segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim. O consórcio vencedor do leilão (formado pela franco-belga Suez Energy e por subsidiárias do sistema Eletrobrás) anunciou que pretendia antecipar a obra de 2013 para 2012.

Reuters |

Apesar da liminar concedida pela 3a Vara da Justiça Federal de Rondônia a obra continua, segundo a assessoria do consórcio, já que o documento ainda não foi entregue oficialmente.

A ação, impetrada por uma federação de organizações não-governamentais, suspende a obra alegando que o consórcio modificou o projeto original.

"Se a liminar chegar vamos acatar, mas até agora estamos agilizando o máximo possível para evitar as chuvas", explicou pelo telefone de Porto Velho uma assessora do consórcio.

Segundo Tolmasquim, a liminar não invibiliza a meta de antecipação da usina de Jirau.

"A suspensão não me causa surpresa e virou uma questão corriqueira no Brasil. Alguma ONG vai à Justiça e consegue uma liminar. O consórcio provavelmente vai conseguir cassar a liminar. O bom senso vai prevalecer e a obra não está ameaçada", disse Tolmasquim a jornalistas no 10o Congresso de AgriBusiness, no Rio de Janeiro.

"Tenho falado com os empreendores e tudo indica que vai ser mesmo antecipado de 2013 para 2012. A usina de Santo Antõnio será até maio de 2012, mas tem grandes perspectivas de se antecipar (mais). Se instalou uma competição para ver quem vai terminar antes. Quem ganha é o consumidor", acrescentou o presidente da EPE.

Nessa quarta-feira, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai licitar as linhas de transmissão do complexo do Rio Madeira, composto por duas usinas, Jirau e Santo Antonio, com capacidade para gerar 6.450 megawatts.

Os investimentos previstos para a construção das linhas somam 7 bilhões de reais.

"Se saírem as linhas já estou feliz, se saírem com deságio mais ainda, e se o deságio for grande, será excelente... estou otimista", frisou Tolmasquim.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou condições de financiamento especiais para os vencedores do leilão.

"Em meio à crise estamos com grande expectativa e ansiosos. .. se tiver muita gente fazendo oferta vai se mostrar que o Brasil ainda não foi afetado pela crise", concluiu.

O primeiro teste para o governo foi o bem sucedido leilão de rodovias, em outubro.

(Por Rodrigo Viga Gaier; Edição de Denise Luna)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG