Todos os reféns são libertados em casa de vereador de São Paulo

SÃO PAULO - Os cinco homens que invadiram a casa do vereador Wadih Mutran (PP), na manhã desta segunda-feira, na zona norte da cidade, entregaram-se e liberaram os dois reféns restantes por volta das 11h30.

Redação com Agência Estado |

AE
Policiais cercam casa do vereador Wadih Mutran em São Paulo
Policiais cercam casa do vereador Wadih Mutran em São Paulo

Segundo informações do filho do vereador, Ricardo Mutran, a mãe Iracema Mutran e a empregada Miriam foram liberadas sem ferimentos. A mãe estava muito nervosa e foi colocada sob cuidados médicos. O bando se entregou após a presença de dois advogados, que foram chamados para ajudar nas negociações. Eles exigiam apenas que fosse preservada a integridade física de cada um.

Por volta das 10h30, uma outra empregada e um rapaz foram liberados pelos suspeitos. De acordo com a polícia, o rapaz alega que foi capturado pelos ladrões quando passava pelo local. A polícia vai averiguar a informação, pois há a possibilidade que ele faça parte do grupo.

Wadih Mutran não estava na casa na hora da invasão. Segundo o filho do vereador, Ricardo Mutran, os dois tinham saído juntos para ir a uma farmácia.

Segundo a Polícia Militar, cinco homens armados invadiram, por volta das 8h30, a residência do vereador localizada na Vila Maria Alta, zona norte de São Paulo. De acordo com a PM, os homens renderam a empregada, que colocava o lixo na rua, e invadiram a casa. Os vizinhos viram a movimentação e chamaram a polícia.

Divulgação
Wadih é candidato à reeleição

Para o major Antônio Marin, do 3º Batalhão de Choque, os suspeitos planejaram o assalto à casa, mas não sabiam que a residência era do vereador. 

Homens do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) e o helicóptero Águia, da Polícia Militar, ajudaram na negociação. Duas equipes do Corpo de Bombeiros e uma do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foram acionadas.

Não é a primeira vez que a família do político é alvo de criminosos. O advogado Ricardo Mutran, filho de Wadih, foi seqüestrado em 19 julho de 2006 e libertado depois de 39 dias. Os seqüestradores exigiram R$ 3 milhões, mas o resgate não foi pago.

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