TJ-ES emprega ao menos 69 parentes de desembargadores

VITÓRIA - Pelo menos 69 pessoas que trabalham no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES) são parentes próximos dos desembargadores, de acordo com um levantamento realizado pelo Ministério Público Federal durante a Operação Naufrágio. Filhos, sobrinhos e cônjuges dos magistrados estão na lista de funcionários.

Redação |

Durante a operação, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) revelou que as evidências de nepotismo facilitaram as ações delituosas dos investigados. Os investigadores do caso disseram que, através de escutas telefônicas feitas com autorização judicial, encontraram fraudes em concursos públicos para facilitar a aprovação dos parentes.

O Ministério Público, no entanto, ressalva que nem todos os parentes dos desembargadores têm, necessariamente, relação com esquemas de nepotismo ou de fraude em concursos públicos, nem com os crimes desvendados pela Polícia Federal.

O presidente do TJ-SP, Frederico Guilherme Pimentel, preso na semana passada quando a operação foi deflagrada, possui 17 parentes trabalhando na Corte, entre esposa, filhas, genro, sobrinhas e até namorados da filha e da sobrinha e irmã do genro. Pimentel e mais seis desembargadores foram presos por suspeitas de participar de um esquema de venda de sentenças judiciais.

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