TJ nega habeas corpus a filha de ex-ministro assassinado

Adriana e mais quatro pessoas foram presas sob acusação de obstruir as investigações sobre a morte de José Guilherme Villela

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José Guilherme Villela foi advogado de Collor
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DFT) negou nesta quinta-feira o pedido de habeas corpus para a advogada Adriana Villela, suspeita de obstruir as investigações para esclarecer o assassinato do próprio pai, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela. A decisão é do relator do processo, o desembargador Romão Cícero de Oliveira, da 2ª Turma Criminal.

Adriana e mais quatro pessoas foram presas na terça-feira sob acusação de obstruir as investigações. A advogada é filha mais velha da vítima e, com a prisão, passa a ser também suspeita de ser mandante do crime. A defesa de Adriana entrou com pedido de habeas corpus na segunda-feira.

Villela foi morto a facadas em agosto de 2009 junto com a mulher, Maria Carvalho, e a empregada, Francisca Nascimento. Eles receberam 73 facadas dentro do apartamento em que moravam, num bairro nobre de Brasília. Os corpos só foram encontrados três dias depois. Adriana e o irmão, Augusto Villela, são os herdeiros da fortuna em imóveis, ações e investimentos do pai.

Biografia

De 1980 a 1986, o advogado José Guilherme Villela foi ministro do Tribunal Superior Eleitoral. Entre os clientes famosos, ele defendeu o ex-governador de São Paulo Paulo Maluf; o ex- ministro da Fazenda Delfim Netto, os ex-presidentes Juscelino Kubitschek e Fernando Collor (durante o processo de impeachment em 1992); e o presidente do Senado Federal, José Sarney.

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