TJ nega habeas a suspeito de balear namorados no Paraná

PARANÁ - A desembargadora da 3ª Vara da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ), Sônia Regina Castro, negou hoje, liminarmente, o pedido de habeas-corpus a favor de Juarez Ferreira Pinto, principal suspeito de matar o estudante Osiris Del Corso e de violentar e ferir gravemente sua namorada, Monik Pegorari de Lima, no dia 31 de janeiro no Morro do Boi, em Matinhos, litoral do Paraná. O advogado Nilton Ribeiro, um dos defensores de Juarez, disse que respeitará a decisão e não recorrerá ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) até a análise do mérito do pedido.

Redação com Agência Estado |

Juarez está preso desde o dia 17 de fevereiro. Contra ele pesa principalmente o depoimento de Monik, que foi muito firme ao reconhecê-lo como o autor dos crimes. O tiro que a jovem levou tirou sua mobilidade das pernas.

Os advogados decidiram reforçar o pedido de liberdade para Juarez após a prisão, no dia 24 de junho, de Paulo Delci Unfried, suspeito de roubar uma casa em Matinhos e de violentar a moradora.

Unfried tinha algumas semelhanças com o retrato falado do acusado do crime no Morro do Boi e, por causa disso, a polícia realizou o exame de balística em uma arma que ele portava e o resultado foi positivo para as balas que atingiram os estudantes.

Confrontado com essa evidência, Unfried acabou confessando ao Ministério Público (MP) a autoria também desse crime. No entanto, como houve algumas contradições em relação ao depoimento da estudante, o MP pediu mais diligências.

Na sentença de hoje, a desembargadora também ratificou o pedido de sigilo no processo, que já tinha sido decretado pela Justiça em Matinhos.

Por causa da decisão, o advogado Nilton Ribeiro disse que não poderia comentar os argumentos da desembargadora. Ele acredita que a acareação entre Juarez, Unfried e Monik, marcada para o dia 23, e a reconstituição dos crimes devem confirmar a inocência de seu cliente.

O caso

O namorado de Monik, Ozires del Corso, morreu ao tentar salvá-la da tentativa de estupro no dia 31 de janeiro. As informações são de que o casal foi ao litoral do Paraná para passar o fim de semana com a família de Del Corso.

Os dois encontraram um desconhecido na praia, que teria tentado abusar sexualmente da menina. Del Corso reagiu e foi baleado no peito. Ao ver o namorado morto, ela tentou escapar, mas também foi baleada.

O suspeito fugiu após os disparos, mas, de acordo com os bombeiros, voltou mais tarde para estuprar a moça, que não tinha condições de se locomover após ter sido baleada. O casal foi encontrado apenas na tarde do dia 1º de fevereiro.

Leia mais sobre: violência

Leia também:

    Leia tudo sobre: crimeestuproparanáviolência

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG