TJ abre processo contra promotor que atropelou 3 em SP

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) aceitou nesta quarta-feira denúncia do Ministério Público e decidiu processar o promotor de Justiça Wagner Juarez Grossi por triplo homicídio culposo (sem intenção de matar). Grossi é acusado de atropelar e causar a morte de três pessoas em 7 de outubro de 2007, quando dirigia, embriagado, pela rodovia Eliezer Montenegro Magalhães (SP-463), em Araçatuba, a 540 km de São Paulo.

Agência Estado |

Os desembargadores aceitaram a tese apresentada pelo então procurador-geral de Justiça, Rodrigo Pinho, e acompanharam o voto do relator Debatin Cardoso, para quem a denúncia foi 'inquestionável'. A tese de Pinho foi sustentada em laudos periciais que constataram que o promotor dirigia embriagado, estava em alta velocidade e na contramão, quando bateu com sua caminhonete na motocicleta dirigida pelo metalúrgico Alessandro da Silva Santos, 27 anos.

Além de Santos, estavam na moto sua namorada Alessandra Alves, de 26, e o filho dela, Adriel Rian Alves, de 7 anos. O choque causou a morte dos três na hora. Procurado hoje, o promotor não quis comentar o assunto. Seus advogados também não deram retorno. A assessoria do TJ disse não poder fornecer informações sobre o julgamento, porque o caso tramita em segredo de Justiça.

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