SÃO PAULO - O resultado da perícia feita pelo Instituto de Criminalística (IC) de Santo André, no ABC Paulista, aponta que os dois tiros que mataram a adolescente Eloá Cristina Pimentel, 15 anos, foram disparados durante a invasão da Polícia Miliatar no apartamento onde ela e a amiga, Nayara Rodrigues, eram mantidas em cárcere privado por Lindemberg Alves.

O laudo coincide com o depoimento de Nayara, feito no dia 15 de outubro, mas desmente a versão oficial da polícia, que afirmou só ter invadido a residência após ouvir 2 disparos.

Segundo o IC, os três tiros foram efetuados no momento da invasão. Um deles atingiu Eloá na cabeça e ou outro, na virilha. A adolescente  passou por uma cirurgia, mas morreu horas depois, no Centro. Nayara foi atingida no rosto e na mão esquerda, mas sobreviveu.

O seqüestro, que terminou em tragédia no último dia 17 de outubro, foi o mais longo da história do estado de São Paulo. Durou mais de 100 horas. Lindemberg Alves, que saiu ileso, aguarda julgamento detido no Presídio de Tremembé, no interior paulista.

O caso

O sequestro começou na segunda-feira (13). Lindemberg invadiu o apartamento de Eloá por volta das 13h30, por estar inconformado com o fim do relacionamento com a estudante. Na terça-feira, ele libertou a amiga da ex-namorada, Nayara, que foi rendida novamente na manhã de quinta-feira. Seu retorno foi pedido pelo sequestrador como condição para a libertação de Eloá, mas, quando a menina entrou no apartamento, se tornou refém de novo.

Apesar de amigos dizerem que Lindemberg é uma pessoa tranqüila, o coronel afirma que durante toda a operação o comportamento do sequestrador variou muito entre o agressivo e o compreensivo. Félix ainda aponta que, segundo Nayara, o adolescente agredia a ex-namorada.

Ele defendeu a atuação da polícia no caso, afirmando que tentaram preservar a vida de todos, mas que a ocorrência era de alto risco. Do mesmo jeito que estão questionando agora, poderiam estar aplaudindo, afirmou.

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