Tiros foram disparados por seqüestrador, diz coronel

SÃO PAULO - Os tiros que feriram as adolescentes Eloá e Nayara foram disparados pelo auxiliar de produção Lindemberg Alves, de 22 anos, afirmou neste sábado o coronel Eduardo José Félix, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Lindemberg mantinha as jovens reféns em um apartamento em Santo André, região do ABC paulista.

Agência Estado |

O coronel afirmou que os policiais decidiram invadir o apartamento após ouvirem um disparo. "Era uma operação de grande risco e, se o desfecho fosse outro, os policias seriam aplaudidos, e não contestados, como estão sendo agora", afirmou o coronel.

Pouco antes do desfecho do seqüestro, a equipe do Batalhão de Choque da PM estava posicionada no apartamento ao lado onde estavam Lindembergue e as reféns. De acordo com a polícia, o seqüestrador portava um revólver calibre 32.

Após o disparo, no fim da tarde de sexta, os policiais arrombaram a porta do apartamento e explodiram uma bomba de efeito moral. Segundo o coronel, neste momento a equipe ouviu três disparos vindos de dentro do apartamento. Ao invadirem o local, exatamente às 18h08, os policiais encontraram o seqüestrador de pé, entre a sala e a cozinha. Eloá estava caída na cozinha, baleada na cabeça, e Nayara estava caída na sala, com um ferimento na boca.

O primeiro a sair do apartamento foi Lindemberg, que foi levado imediatamente para uma viatura da Força Tática. Em seguida Nayara saiu caminhando e foi colocada numa ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A ex-namorada de Lindembergue saiu carregada por um policial e foi levada numa maca até a ambulância do Samu.

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