Joel da Conceição Castro, de 10 anos, foi morto após ser atingido no rosto por uma bala perdida enquanto dormia em casa

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A Secretaria de Segurança Pública da Bahia apresentou nesta quinta-feira, em Salvador, o laudo da Polícia Técnica relativo à morte do estudante Joel da Conceição Castro , de 10 anos, atingido por dois tiros durante uma operação de combate ao tráfico de drogas da Polícia Militar no bairro do Nordeste de Amaralina, no último dia 21.

De acordo com a perícia, os disparos que atingiram o menino foram feitos pelo soldado Eraldo Menezes de Souza, que há 14 anos integra a corporação. Souza e outros oito policiais que participaram da operação estão afastados. 

Segundo o secretário César Nunes, a perícia não confirmou a hipótese defendida pelos policiais de que houve troca de tiros durante a ação. "A perícia não encontrou nenhum estojo (cartucho) que não fosse os das armas da corporação; então não há indício, até o momento, de que tenha havido tiroteio", afirma. "As provas estão sendo encaminhadas para a Polícia Militar para que sejam juntadas ao procedimento administrativo que investiga o caso." 

Outra preocupação da investigação, segundo Nunes, é determinar a origem da arma que estava sendo usada por Souza na operação - uma pistola ponto 40. "A arma tinha a numeração raspada e precisamos verificar sua procedência e o motivo de estar sendo usada." 

Joel era filho do capoeirista Joel Castro, conhecido como mestre Ninha, e integrava o grupo Gingado Baiano. No início do ano, o estudante havia estrelado, junto com o pai, uma propaganda do governo da Bahia, para promover o turismo no Estado.

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