Tietê transbordou pela última vez há quatro anos

A última vez que chuvas fortes provocaram o transbordamento do Rio Tietê, na capital paulista, foi em 25 de maio de 2005, ano pré-eleitoral. Na época, o então governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), lançava as bases para se candidatar à Presidência da República em 2006.

Agência Estado |

O prefeito da Capital, na ocasião, era o tucano José Serra e também se preparava para tentar o governo paulista nas eleições do ano seguinte. Hoje, o Tietê voltou a transbordar, coincidentemente, também num ano pré-eleitoral.

O Rio Tietê se tornou nos últimos anos uma das principais bandeiras políticas das gestões tucanas em São Paulo, em razão das obras de recuperação e de combate às enchentes em suas margens. Em seu governo, Alckmin priorizou os investimentos nessas obras, realizando, por exemplo, o rebaixamento da calha do Tietê. Nessa época, ele prometeu acabar com as enchentes no local.

No dia em que o rio transbordou, no ano de 2005, havia faixas do governo paulista nas margens comemorando "três anos sem enchente no Tietê". Por causa dos transtornos e do caos provocado na cidade com o transbordamento, as cenas do alagamento foram amplamente utilizadas como peça de campanha do PT contra os tucanos, no horário eleitoral gratuito na televisão.

Ponto de muita polêmica, as enchentes no Tietê acabaram ganhando contornos políticos. Hoje, minutos após confirmar o transbordamento do Rio Tietê, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) da Capital voltou atrás e negou a informação. A CET é uma autarquia vinculada à Prefeitura de São Paulo, que é comandada por Gilberto Kassab (DEM), afilhado político e um dos principais aliados do atual governador paulista, José Serra. O tucano aspira concorrer à Presidência da República nas eleições gerais do ano que vem.

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