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Tião descarta candidatura de Garibaldi e diz que vence Sarney com margem apertada

O candidato à presidência do Senado, Tião Viana (PT-AC), disse nesta segunda-feira que o senador José Sarney (PMDB-AP) vai mesmo concorrer ao comando da Casa. Mostrando otimismo com a disputa, o petista acredita que vai vencer o peemedebista com uma margem apertada de votos.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

Com o ingresso oficial de Sarney na disputa, Tião ainda disse que o atual presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), deve abandonar a disputa. "O presidente [Garibaldi] me falou que, com o Sarney na corrida, ele deve deixar sua candidatura".

Pelas contas de Tião, ele teria 52 votos assegurados numa disputa com Garibaldi, uma vez que conta com o apoio de seu partido, o PT, e do PDT, PRB, PSB, PR e PSOL. Com a nova perspectiva de disputa, com Sarney, o petista disse que receberá menos sufrágios, mas terá os 41 necessários para a vitória.

Parte do otimismo de Tião veio de uma reunião que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta manhã. Nela, Lula teria dito que devido ao momento avançado da disputa ¿ a eleição está marcada para o dias dois de fevereiro ¿ não poderia mais se intrometer no pleito.

Outro ponto que pesa a seu favor é o descontentamento de diversos parlamentares com a possibilidade do PMDB alcançar o comando do Senado, com Sarney, e da Câmara, com Michel Temer (PMDB-SP).

"Haverá um tensionamento maior com o lançamento da candidatura do Sarney", explicou.

Sarney e Lula

O senador José Sarney se reúne com o presidente Lula nesta noite para discutir sua candidatura à presidência do Senado. O evento vem sendo bastante esperado, uma vez que o PMDB acredita na preferência de Lula por Sarney, o que evitaria um choque entre a base aliada no Senado.

Apesar disso, Lula deve dizer a Sarney que não vai pedir que Tião retire sua candidatura. A condição de candidato único foi posta por Sarney em diversas reuniões com seu partido.

PSOL

Tião recebeu nesta segunda o apoio do senador José Nery (PA), único membro do PSOL no Senado. Ele disse que fez a escolha por Tião para que a "crise institucional" não volte à Casa.

Isso porque o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que renunciou à presidência da Casa em dezembro de 2007, acusado de usar recursos públicos para pagar pensão à mãe de sua filha fora do casamento, é o principal articulador da candidatura de Sarney.

"O Senado não pode aceitar um retrocesso, não pode voltar ao passado (...) Com crise sem precedentes e o Senado de joelhos por causa do Renan", pontuou.

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