Tia e prima de menina austríaca são indiciadas por tortura

RIO DE JANEIRO - O delegado titular da 36ª DP (Santa Cruz), Aguinaldo da Silva, concluiu nesta terça-feira o inquérito sobre a morte da menina austríaca Sophie Zanger, de quatro anos. A tia e a prima da criança foram indiciadas por tortura que resultou em morte com base na Lei 9.455 de 1997.

Agência Estado |

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Prima (à esq.) e tia (à dir.) de Shophie deixam a 36ª DP

O inquérito foi enviado para a Promotoria da 1ª Vara Criminal do Fórum Regional de Santa Cruz, que decidirá se pede a prisão de Geovana dos Santos, de 42 anos, e da filha dela, Lílian Santos, de 21, que tomava conta da vítima e do irmão dela, R., de 12 anos. As duas mulheres negam as acusações.

O inquérito possui mais de 100 páginas e dezenas de depoimentos com denúncias de vizinhos sobre maus tratos contra os dois irmãos austríacos, relatos dos médicos sobre o estado do corpo da vítima e os depoimentos dos parentes de Sophie.

Os médicos e legistas que atenderam a criança afirmaram que "dificilmente" o hematoma subdural (na membrana mais externa do cérebro) foi provocado por uma queda da própria altura, como um tombo no banheiro.

Em seu depoimento, a pediatra Ana Beatriz Moreira, que atendeu Sophie na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Santa Cruz afirmou que o ferimento é compatível com um acidente de carro ou com uma queda de uma grande altura.

O perito legista Marcelo de Godoy, que atendeu a menina no Hospital Estadual Getúlio Vargas, relatou aos policiais que as lesões nos membros inferiores e superiores de Sophie são compatíveis com arrastamentos e traumas provocados por pauladas.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que os hematomas foram produzidos em dias diferentes. A polícia acredita que a vítima era agredida há três semanas. No dia 10, o irmão dela a encontrou desacordada no chão da casa.

Sophie deu entrada em coma no dia 12 na UPA de Santa Cruz com um ferimento na cabeça. Ao examinar a criança, os médicos viram o corpo cheio de hematomas. Ela morreu uma semana depois no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, na Baixada Fluminense.

Entenda o caso:

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