Tia de Isabella diz que toda a família acredita na inocência de pai e madrasta

SÃO PAULO ¿ Cristiane Nardoni, tia e madrinha de Isabella, negou mais uma vez, em entrevista ao Fantástico, que tenha dito qualquer coisa que incrimine o irmão Alexandre Nardoni ou sua cunhada, Anna Carolina Jabota, pai e madrasta da menina. Na noite do crime, Cristiane recebeu uma ligação de Anna Carolina, ¿aos gritos¿, contando que algo terrível teria acontecido à sua sobrinha. ¿Essa hipótese (suspeita de que o casal esteja envolvido no crime) é impossível. Alexandre e Anna não fariam isso com ela (Isabella)¿, reforçou.

Redação |

  • Existem apenas "simples suspeitas" contra pai e madrasta de Isabella, diz desembargador
  • Avô de Isabella nega que pai e madrasta tenham brigado antes do crime
  • Casal Nardoni sai pela primeira vez desde libertação
  • Polícia vai colocar casal na cena do crime
  • Prisão preventiva de pai e madrasta de Isabella é estudada pela polícia
  • Ao sair da prisão, madrasta agradece a Deus e diz que não é assassina
  • A defesa: Em cartas, casal diz que é inocente

    Cristiane contou que estava em um restaurante e que, logo após receber a chamada, foi ao banheiro e ligou para o pai, Antônio Nardoni, mas o telefone estava em caixa postal.

    Toda a família acredita na inocência do casal, segundo Cristiane. Por que a pessoa não fez isso comigo?, é a pergunta que Alexandre, segundo a irmã, se faz o tempo todo.

    Foi Cristiane que trancou o apartamento logo após o assassinato. Eu entrei no quarto dela e a cama estava desarrumada e o abajur aceso, relembra.

    Saída da prisão

    Anna Carolina deixou o 89º Distrito Policial (DP), localizado no Portal do Morumbi, na zona sul de São Paulo, por volta das 15h30 desta sexta-feira. Ela estava presa desde a última quinta-feira, dia 3, por suspeita de envolvimento na morte de Isabella.

    A saída de Anna Carolina foi marcada por protestos de um pequeno grupo que estava em frente à delegacia. Logo depois foi encaminhada ao IML para fazer exame de corpo de delito.

    Segundo informações da polícia, Anna Carolina soube da decisão da Justiça pela televisão ainda quando estava na cela. Ela teria chorado muito.

    Também sob protestos e muita confusão, Alexandre Nardoni, de 29 anos, pai de Isabella e que estava detido no 77º Distrito Policial (DP), localizado no bairro de Santa Cecília, região central de São Paulo, foi solto por volta das 14h35 ( leia mais aqui ). 

    Para TJ, pai e madrasta não atrapalham investigação

    O desembargador Caio Eduardo Canguçu de Almeida, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, argumentou em sua decisão que Nardoni e Anna Carolina não deram nenhuma prova de que possam comprometer, dificultar ou impedir a apuração das investigações, no despacho em que deferiu o pedido de habeas-corpus do casal.

    Em sua decisão, o desembargador aponta ainda que o fato de Alexandre e Anna Jatobá terem se apresentado espontaneamente pesou em favor da decisão.

    No despacho, Almeida aponta que a prisão temporária é uma medida excepcional, "tolerada apenas nas hipóteses precisamente fixadas em lei, imperiosa à apuração da autoria do fato criminoso e à produção de provas que se tornariam inviáveis com os investigados em liberdade".

    O caso

    AE
    Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto.

    No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

    O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

    O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".

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