O trio Os Fortes do Forró termina a execução do clássico Asa Branca e conclama os presentes a cantar o hino nacional num arranjo de zabumba, triângulo e sanfona. É a senha para que suba ao palco a musa do impeachment e madrinha do peixe-boi, Thereza Collor, agora elevada à condição de líder de um movimento contra a transposição do Rio São Francisco.

Em um centro cultural da Vila Madalena, em São Paulo, Thereza agradece aos presentes - especialmente ao prefeito Inácio Loiola, de Piranhas (AL), “a primeira cidade a se erguer contra a transposição” - e conclama todos a abandonar a apatia. “O rio já sofreu demais. Não podemos ser coniventes com sua destruição”, afirma, ao anunciar uma maratona de oito palestras de ambientalistas, especialistas em recursos hídricos e políticos, todos contrários à obra que o governo Luiz Inácio Lula da Silva quer deixar como marca no Nordeste.

O evento antitransposição, realizado hoje à noite, reuniu cerca de 50 pessoas, muitas do Nordeste e de Brasília, quase todas de alguma maneira conectadas a Thereza. Por que promover a reunião em São Paulo? “É a caixa de ressonância do Brasil. Se fosse em Alagoas, não teria repercussão”, ela explica, enquanto mostra fotos que fez em trechos quase secos do São Francisco e fala sobre sua atuação em defesa do peixe-boi, mamífero ameaçado de extinção. As informações são do O Estado de S. Paulo

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