Thame: Serra precisa ganhar com boa margem em SP

Mais de 50 integrantes do PSDB da região de Ribeirão Preto participaram hoje da palestra Estratégias para Eleições Proporcionais, na Câmara do município do interior paulista, já se preparando para o pleito de outubro. O presidente estadual do partido, Mendes Thame, destacou que será importante uma vitória ampla do governador José Serra em São Paulo na disputa presidencial.

Agência Estado |

"Se não formos bem em São Paulo, estamos perdidos, e se queremos ganhar a eleição não podemos perder no primeiro turno."

Segundo ele, o provável candidato tucano precisa ter 6 milhões de votos de vantagem sobre a adversária do PT, Dilma Rousseff. Para isso, Thame enfatizou a importância da união partidária. "Em 2006 não estávamos unidos, o partido estava arranhado pela disputa entre Geraldo (Alckmin) e Serra", disse Thame, na palestra.

Dos cerca de 30 milhões de eleitores do Estado, ele citou que 70% (21 milhões) votariam no PT ou no PSDB, e que a diferença de 6 milhões tem que sair em favor dos tucanos. "De cada três votos, dois terão que ser para nós, e o adversário não pode passar de 33% em nenhuma cidade."

Thame disse ainda que Dilma não tem o mesmo carisma do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que impulsiona a campanha da petista, e é importante o PSDB não se descuidar do segundo turno, como em 2006. Naquela eleição, Alckmin teve boa margem de diferença para Lula no primeiro turno, mas no segundo o desempenho decepcionou. "Não basta vencer, mas sair de São Paulo com extraordinária vitória para presidente."

'Rebolation'

O vice-presidente do PSDB paulista, o deputado federal Antônio Duarte Nogueira Júnior, destacou ainda que ferramentas virtuais, como as redes sociais Twitter e Facebook, serão importantes na campanha, para informar e atingir o eleitorado. Ele está confiante na vitória de Serra para presidente e aposta até num eventual erro de estratégia do PT.

"O Lula está dissolvendo o PT nos Estados, forçando a candidatura da Dilma", disse. Ele mencionou que Serra tem mais empatia do que Dilma. "Ela (Dilma) não tem o 'rebolation' dele (Lula)", brincou ele, referindo-se à maneira sisuda da petista discursar.

Alckmin

Para Nogueira, o PSDB também terá muito trabalho no Estado para confirmar a eleição do secretário de Desenvolvimento Geraldo Alckmin a governador. Para ele, a candidatura de Alckmin é fato consumado, após a saída estratégica do secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes, da disputa. Nunes agora deverá pleitear a indicação tucana ao Senado, mas também terá adversários fortes na legenda, como Xico Graziano, Paulo Renato Souza, José Aníbal (ex-presidente nacional do PSDB) e o próprio Thame.

O outro candidato ao Senado seria Orestes Quércia (PMDB), da coligação que apoia os tucanos no Estado. Para vice de Alckmin, Nogueira acredita que o nome surja também da base aliada. "É bom compartilhar por completo na disputa", afirmou.

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