Testemunhas de acusados de ligação com PCC depõem

Começam hoje, em Jundiaí (a 60 quilômetros de São Paulo), os depoimentos de 77 testemunhas de defesa de 19 acusados de participarem de ataques atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC) em maio de 2006 em todo o Estado de São Paulo. Nesse processo, as testemunhas serão ouvidas sobre a morte do policial militar Nelson Pinto.

Agência Estado |

O processo tem 19 acusados, dos quais 14 estiveram em Jundiaí em outubro de 2007 para depor. Dois réus abriram mão do direito de acompanhar as oitivas de hoje: os supostos líderes da organização Marcos Willians Herbas Camacho (Marcola) e Júlio César Guedes de Moraes (Julinho Carambola), segundo informações extra-oficiais. Outros dois réus, um deles foragido, também não devem comparecer aos depoimentos.

As polícias Militar e Civil de Jundiaí mobilizaram estrutura semelhante à de outubro de 2007, quando Jundiaí montou, de acordo com policiais militares na ocasião, o maior esquema já visto na cidade, para receber 14 dos 19 réus. Ao menos 150 homens cercaram o Fórum e o centro da cidade. O esforço deve repetir-se para conter os curiosos que chegam pelas ruas e garantir a segurança dos comerciantes da região central.

Só circularão pelo Fórum os advogados, réus, testemunhas, juízes, promotores do Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco), além de funcionários convocados para trabalhar hoje. O juiz Jefferson Barbin Torelli, do Tribunal do Júri de Jundiaí, informou que não há previsão de horário para o término das oitivas. Na lista de acusados de crimes como tentativa de homicídio, homicídio, incêndios, tráfico de entorpecentes e ataques a ônibus e delegacias estão, além de Marcola e Julinho Carambola, Henrique Daniel dos Santos (Sanguinho), Marcos Antônio Roque (Fião) e Sérgio Eduardo de Castro (Cabelinho).

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