Testemunhas de acusação do caso Morro da Providência prestam depoimento

RIO DE JANEIRO ¿ As testemunhas de acusação dos 11 militares acusados de entregar três jovens do Morro da Providência a traficantes do Morro da Mineira, da facção rival, começaram a prestar depoimento à Justiça Federal nesta terça-feira. Os réus acompanham a audiência por videoconferência, para evitar o contato com as testemunhas. Os militares respondem por homicídio triplamente qualificado. Se forem condenados, eles poderão pegar até 30 anos de prisão.

Redação |

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  • Por questões de segurança, a sessão está sendo realizada de portas fechadas no Fórum do Rio, no Centro da cidade. Nesta terça-feira, serão ouvidas três testemunhas. Outras sete prestarão depoimento ainda nesta semana, entre elas, o delegado da 4ª DP (Praça da República), Ricardo Dominguez, envolvido com as investigações do caso.

    O caso

    Marcos Paulo da Silva Correia, de 17 anos, Wellington Gonzaga Costa, 20, e David Wilson Florêncio, 24, moradores do Morro da Providência, foram entregues aos traficantes do Morro da Mineira, da facção rival, por militares do Exército. Eles foram detidos por desacato quando voltavam de táxi de um baile funk. Os jovens foram torturados e mortos a tiros pelos bandidos rivais.

    De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), Wellington teve as mãos amarradas e o corpo perfurado por vários tiros. David teve um dos braços quase decepado e também foi baleado. Marcos Paulo morreu com um tiro no peito e foi arrastado pela favela com as pernas amarradas. Os corpos foram encontrados no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

    Onze militares respondem pelo homicídio estão presos no 1º Batalhão de Polícia do Exército, no Rio de Janeiro. A tropa do Exército dava segurança às obras do projeto Cimento Social, que prevê a execução de reformas em residências do Morro da Mineira.

    O projeto recebeu cerca de R$ 12 milhões do Ministério das Cidades por meio de emenda do senador Marcelo Crivella (PRB), candidato à Prefeitura do Rio. As obras foram embargadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), que investiga se o projeto tinha cunho eleitoral a favor de Crivella. O exército já desocupou a favela.

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