Testemunhas de acusação do caso Isabella prestam depoimento a partir desta terça-feira

SÃO PAULO - O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo informou, nesta segunda-feira, que as testemunhas de acusação do caso Isabella devem ser ouvidas nestas terça e quarta-feira, no Fórum Santana. Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são acusados da morte da menina Isabella Nardoni, que foi jogada do 6º andar no dia 29 de março.

Redação |

As testemunhas serão divididas em dois grupos. Serão ouvidas 10 na terça e 8 na quarta-feira e estarão presentes na sala o juíz Maurício Fossem, do 2º Tribunal do Júri da capital, um escrivente, o promotor Francisco Cembranelli e uma assistente de acusação, os três advogados de defesa do casal, assessores de imprensa, alguns policiais militares, dois advogados da comissão da OAB e duas funcionárias do Tribunal.

Um dos advogados de defesa do casal, Ricardo Martins, afirmou que a lista de testemunhas de defesa já foi encaminhada à 2ª Vara Criminal. Martins afirmou que a expectativa da defesa para os primeiros depoimentos das testemunhas é que "se consiga caminhar no sentido da verdade".

Durante o depoimento de Alexandre e Anna Carolina, Massataka Ota, pai do garoto Ives Ota, assassinado aos 8 anos em 1997, afirmou que a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, será uma das testemunhas de acusação. Na ocasião, ele, que se tornou amigo da mãe da menina, afirmou que "ela tem que estar bem para encará-los frente a frente", afirmou.

Habeas-corpus negado

O TJ negou na última terça-feira, por unanimidade, o pedido de liberdade de Alexandre e Anna Carolina, presos desde 7 de maio. Para o desembargador Caio Eduardo Canguçu de Almeida, essa "decisão é uma resposta para a sociedade".

A defesa do casal afirmou que analisaria os votos dos desembargadores e então decidiria como proceder diante da decisão.

O caso

O casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá é acusado da morte de Isabella Nardoni, na noite de 29 de março. O inquérito policial concluiu que ela foi asfixiada pela madrasta e jogada da janela do 6º andar do prédio, onde o casal morava, pelo pai. Nardoni e Anna Carolina negam. Um parecer paralelo feito pela equipe do médico legista George Sanguinetti, perito contratado pela defesa, contesta vários pontos da perícia. O principal é que a menina não foi asfixiada, mas morreu em decorrência da queda.

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