Arthur Sendas em outubro de 2008. A principal testemunha, a empregada que abriu a porta para Júnior e esteve com Sendas segundos antes do tiro, afirmou que não houve discussão entre o empresário e o réu." / Arthur Sendas em outubro de 2008. A principal testemunha, a empregada que abriu a porta para Júnior e esteve com Sendas segundos antes do tiro, afirmou que não houve discussão entre o empresário e o réu." /

Testemunha afirma à Justiça que não houve discussão antes da morte de Arthur Sendas

RIO DE JANEIRO - O juiz Fábio Uchôa, do 1º Tribunal do Júri da Capital, começou a ouvir nesta terça-feira as testemunhas do processo contra o motorista Roberto Costa Júnior, acusado de assassinar o empresário http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/10/20/empresario_carioca_e_baleado_dentro_de_seu_apartamento_2056350.html target=_blankArthur Sendas em outubro de 2008. A principal testemunha, a empregada que abriu a porta para Júnior e esteve com Sendas segundos antes do tiro, afirmou que não houve discussão entre o empresário e o réu.

Redação |

A primeira pessoa ouvida pelo juiz foi a viúva de Sendas, Maria Ablen Sendas. Ela contou que no dia do assassinato os dois chegaram à residência deles no Leblon, zona sul do Rio, por volta das 21h. Por volta de meia noite, ela desligou a televisão e o marido deitou-se para ler.

Segundo a viúva, neste momento, a empregada da casa, Cláudia Martins, interfonou da cozinha para o quarto do patrão, dizendo que Júnior estava na porta, querendo falar com ele. Sendas disse que falaria pelo interfone, mas Roberto insistiu, dizendo que precisava falar pessoalmente, pois seu pai, que também trabalhava para a família, havia sofrido um acidente.

Meu marido então foi atendê-lo na área de serviço e pouco tempo

AE

Arthur Sendas deixou esposa, três filhos e sete netos

depois eu ouvi um estampido, mas não sabia que se tratava de um tiro. Como ele demorava para voltar para o quarto, fui procurá-lo e vi que a cozinha estava vazia. Foi quando a Cláudia apareceu, chorando, dizendo que Arthur estava baleado e que precisávamos chamar uma ambulância, relatou.

A segunda testemunha a ser ouvida foi a empregada do casal, que confirmou o que Maria Sendas havia dito. Quando o seu Arthur chegou na cozinha, fui andando atrás dele para ir para o meu quarto. Virei então para a direita e ele abriu a porta que dava para a área. Eu tinha dado apenas uns quatro passos quando ouvi o tiro, ou seja, seu Arthur foi baleado assim que colocou os pés na porta e não houve nenhum diálogo entre ele e o assassino, contou Cláudia.

Paulo Toscano

Roberto Júnior se defende em depoimento à polícia

O pai de Júnior, Roberto Costa, que era motorista da família há mais de 20 anos, disse que ficou sabendo pelo chefe da segurança do empresário que seu filho havia atirado em Sendas. Ele confirmou que Júnior possuía uma arma e que estava com ela no dia do crime.

Roberto Costa afirmou ainda que o filho disse que atirou acidentalmente no patrão . Na época do crime, Júnior, que era motorista do neto de Sendas, João Arthur, estava sem trabalhar porque João estava viajando e havia um rumor de que Arthur Sendas ia parar de remunerá-lo e provavelmente despedi-lo.

O último a depor foi João Arthur Sendas, que disse que o motorista trabalhava com ele há cerca de oito anos e que o viu armado algumas vezes. Ele falou ainda que estava viajando no dia do crime e que não sabia de ninguém que tivesse algo contra o seu avô.

O advogado do réu dispensou todas as testemunhas de defesa. O julgamento está previsto para terminar no início da madrugada desta quarta-feira.

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