Mais de um terço dos pacientes que não apresentam problemas nos testes rotineiros de esforço cardiovascular e em eletrocardiogramas tem alguma diminuição de irrigação arterial (isquemias) quando submetidos ao teste de reatividade ao estresse mental. O exame já vinha sendo usado na área de pesquisas e só há pouco passou a ser feito também clinicamente.

O cardiologista do Hospital Pró-Cardíaco, na capital fluminense, e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Desportiva, Antonio Claudio Nóbrega, foi o responsável pela implantação desse teste no Brasil. Quando um paciente relata sintomas de dor torácica, mas não tem nenhuma alteração nos exames tradicionais, é recomendado o aprofundamento da investigação do problema.

Neste momento, o paciente tem mais essa opção de exame, que é capaz de apontar grupos de pessoas com predisposição para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. O teste é feito em cerca de 20 minutos. O seu custo é de R$ 300 e o resultado sai imediatamente. O impacto do estresse como desencadeador de problemas cardiovasculares não faz parte do conjunto clássico de fatores de risco, como hipertensão arterial, diabete, tabagismo e sedentarismo. Mas é um fator secundário que vem sendo cada vez mais estudado.

Fabiana Cimieri

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