Tesoureiro do PT nega no Senado acusações sobre caso Bancoop

BRASÍLIA (Reuters) - O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, negou em depoimento nesta terça-feira a senadores as acusações de suposto desvio de dinheiro e formação de caixa dois com recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop). Vaccari compareceu à reunião conjunta das comissões de Meio Ambiente e de Direitos Humanos do Senado acompanhado do advogado da cooperativa, Pedro Dallari, e do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra. O promotor de Justiça José Carlos Blat, também convidado para a sessão, não compareceu.

Reuters |

"Não houve superfaturamento, não houve contribuição a partidos políticos. Isso está comprovado, inclusive, por auditorias independentes", afirmou Vaccari, acrescentando que não teve chances de explicar-se ao Ministério Público.

O caso Bancoop veio à tona após reportagem na imprensa onde o tesoureiro era acusado de participar de um suposto esquema de desvio de dinheiro da cooperativa. Para o advogado da Bancoop, o caso é antigo e foi ressuscitado pela imprensa. "O que aconteceu foi uma oxigenação do inquérito", disse Dallari.

A oposição, no entanto, promete manter as denúncias envolvendo a Bancoop em evidência. Vaccari já foi convocado para depor na CPI das ONGs.

"Na CPI, sim, teremos consequências jurídicas. Quando não há respostas, há consequências. Quando há respostas mentirosas, há outras consequências," disse o senador Alvaro Dias

(PSDB-PR).

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), criticou a falta de respostas e o fato de Vaccari ter trazido o advogado da cooperativa.

"Acusado, como está, de fatos gravíssimos, ele acha que pode continuar legitimamente sendo tesoureiro de um partido do porte do PT numa eleição como essa que vai ser travada no plano presidencial", criticou Virgílio.

Vaccari disse não ter problemas de consciência para assumir a Tesouraria do PT, e afirmou que não será o tesoureiro da campanha da ministra Dilma Rousseff à Presidência.

"O tesoureiro do PT e o coordenador financeiro da campanha são pessoas diferentes ... na campanha de 2006 já foi assim", lembrou.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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