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Terror, violência e Leonardo DiCaprio obscuro no novo filme de Scorsese

Roma, 8 fev (EFE).- O diretor americano Martin Scorsese volta a recorrer à violência em sua última produção, Shutter Island, na qual Leonardo DiCaprio interpreta um personagem muito mais obscuro que o habitual de sua carreira.

EFE |

O "medo" e a "paranoia", são os elementos protagonistas da história, sensações que "nos acompanham também hoje", disse Scorsese durante a apresentação do filme, hoje, em Roma.

O diretor se lembrou de sua infância para explicar os motivos que lhe levaram a realizar esta adaptação do romance homônimo de Dennis Lehane, e assegurou conhecer bem os dois sentimentos por ter sido criado em Nova York durante os anos 50 do século passado, período no qual transcorre a história.

Além disso, Scorsese reconheceu a influência de grandes diretores do cinema clássico, como Fritz Lang, Otto Preminger e Billy Wilder, que usam uma linha cinematográfica próxima do "terror gótico" e do "thriller psicológico".

DiCaprio assegurou que "este é o personagem mais violento e obscuro" que interpretou em toda a sua carreira, dizendo que teve que se preparar e informar com uma dedicação especial.

O protagonista de "Titanic" (1997) encarna Teddy Daniels, um policial atormentado após participar da Segunda Guerra Mundial, que em 1954 deve investigar, com a ajuda de seu companheiro (Mark Ruffalo), o desaparecimento da assassina Rachel Solano (Emily Mortimer), que escapa de um hospital para doentes mentais dirigido pelo médico John Cawley (Ben Kingsley).

Trata-se, segundo o ator, de uma "tragédia humana", de um personagem que atravessa "situações extremamente dolorosas". Para preparar a produção, ele contou com vídeos e até a consultoria de um especialista em doenças mentais. EFE cpr/fm

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