Moda entre políticos quando a sede do Congresso ainda era no Rio de Janeiro, o terno branco de linho voltou à moda no Senado. Nesta quarta-feira, três senadores desfilam com o modelo branco: Paulo Duque (PMDB-RJ), Wellington Salgado (PMDB-MG), e, o último a aderir à moda, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

"Viemos de branco para sermos mais claros", brincou Salgado. Aparentemente o mais empolgado com a combinação, Wellington Salgado sugeriu que os três senadores posassem para os fotógrafos alinhados. Paulo Duque recusou. Ficou com vergonha, disse Salgado. "O Sarney está empolgado também. Percebi que antes de sentar na cadeira de presidente do plenário ele deu uma olhadinha, ajeitou o paletó", relatou Salgado. Por fim, Duque e Salgado juntaram-se a Sarney na mesa diretora do plenário e se deixaram fotografar.

AE
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ao lado dos senadores Wellington Salgado (PMDB-MG) e Paulo Duque (PMDB-RJ) durante sessão do Senado Federal, em Brasília, nesta quarta-feira. Moda no meio político quando a sede do Congresso Nacional ainda era no Rio de Janeiro, o terno branco de linho voltou à moda no Senado. Hoje, três senadores desfilam com o modelo branco: Paulo Duque, Wellington Salgado, e, o último a aderir à moda, José Sarney.
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ao lado dos senadores Wellington Salgado (PMDB-MG) e Paulo Duque (PMDB-RJ) durante sessão do Senado, nesta quarta


Paulo Duque, 82 anos, deputado estadual oito vezes pelo Rio de Janeiro, foi o primeiro a surgir de terno branco do Senado. Os três ternos que possui desta cor, há anos guardados no armário, ganharam notoriedade na imprensa durante a crise política que assolou o Senado este ano. Depois, foi Wellington Salgado quem adotou os ternos de cor branca.

"Olhava para o Paulo Duque como presidente do Conselho de Ética. Ele me parecia meio solitário com aquele terno e resolvi fazer uma homenagem", contou o senador mineiro, de 1,92 metro de altura e longos cabelos encaracolados, que usa o paletó branco toda quarta-feira desde então. Está nos planos do senador, agora, mandar fazer um segundo terno, desta vez de Linho 120. "O do Sarney é desses. Cheguei do lado dele e fiquei no chinelo com o meu, cheio de algodão misturado no tecido", confessou o senador.

José Sarney já tinha avisado os colegas que ele também tinha um terno branco, guardado na sua casa em São Luís. Mandou buscar o terno e avisou, ontem, aos senadores Salgado e Duque que se uniria à dupla nesta quarta-feira. Sempre de ternos escuros, o presidente do Senado chamou atenção de repórteres e servidores quando chegou para trabalhar hoje. Questionado sobre o estilo novo, atribuiu a ousadia ao saudosismo da moda política antiga.

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