Depois de completar 7 horas de duração, terminou por volta das 22h30 de ontem a rebelião dos detentos do presídio 1 do Centro de Detenção Provisória (CPD1), de Osasco, na Grande São Paulo. Ainda não há um número oficial sobre feridos, mas as labaredas que saíam do presídio, com mais de 2 mil internos, criaram expectativa de conseqüências mais drásticas.

Até as 4 horas da madrugada deste sábado, nenhum dos socorridos havia sido liberado do Hospital Regional de Osasco. Um advogado, cujo cliente está entre os feridos, afirma que esse número pode chegar a 20.

O motivo da rebelião não foi revelado. Funcionários do CPD1 contam que o tumulto começou de repente e que três pessoas foram feitas reféns. Os rebelados atearam fogo em colchões e outros objetos e que vários deles portavam estiletes. Segundo a PM, nenhum dos levados ao hospital era refém. Ainda não se sabe, também, o que foi apreendido, após a rendição dos rebelados.

No mínimo 20 equipes do batalhão da Polícia Militar local foram encaminhas para reprimir a rebelião. Participaram também da ação tropas do 3º Batalhão de Choque da PM. Para esse batalhão os feridos seriam cerca de 10, um número mais próximo daquele indicado pelo advogado que esteve no hospital à procura de seu cliente, um jovem de 20 anos, que foi ferido. Ele diz que avistou cerca de 20 detentos sendo medicados.

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