Termina a reconstituição do caso Eloá em Santo André

SÃO PAULO - Os policiais da delegacia seccional de Santo André concluíram, por volta das 15h30 desta quarta-feira, a reconstituição do seqüestro da estudante Eloá Pimentel, em Santo André, na Grande São Paulo. A adolescente foi mantida refém por mais de 100 e terminou morta pelo ex-namorado Lindenberg Alves após ser baleada na cabeça.

Amanda Demetrio - Último Segundo |

Acordo Ortográfico

A primeira etapa compreendeu a invasão de Lindemberg, a libertação dos dois amigos de Eloá e primeira saída de Nayara do apartamento. A segunda etapa seguiu até momentos antes do suposto primeiro disparo do rapaz. A terceira e última parte reconstituiu a entrada dos policiais até o desfecho do caso, com Eloá e Nayara baleadas.

O Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da Polícia Militar, que invadiu o apartamento, não participou da reconstituição.  

O ponto mais polêmico é se

AE
AE
Nayara durante a reconstituição
Lindemberg atirou nas meninas antes ou depois da invasão da polícia. O coronel Eduardo José Félix, um dos responsáveis pela operação, afirma que um primeiro disparo teria sido dado pelo jovem e feito com que a polícia decidisse entrar no cativeiro.

Já Nayara, que estava no local durante a invasão, afirma que não houve disparo antes da entrada da polícia . De acordo com a menina, o jovem estava "arrumando cadeiras" no momento em que o coronel diz que ele deu o primeiro tiro.

Entenda o caso

O sequestro começou em uma segunda-feira, dia 13 de outubro, em Santo André (SP). Lindemberg invadiu o apartamento de Eloá por volta das 13h30, por estar inconformado com o fim do relacionamento com a estudante.

No dia seguinte, ele libertou a amiga da ex-namorada, Nayara, que foi rendida novamente na manhã de quinta-feira (16). Seu retorno foi pedido pelo sequestrador como condição para a libertação de Eloá, mas, quando a menina entrou no apartamento, se tornou refém também.

Arquivo pessoal

Arquivo Pessoal

Nayara e Eloá em foto de arquivo pessoal

Pouco antes do desfecho do sequestro, a equipe do Batalhão de Choque da PM estava posicionada no apartamento ao lado onde estavam Lindemberg e as reféns. De acordo com a polícia,  na sexta-feira (17), os agentes decidiram invadir o apartamento após ouvirem um disparo.

Os policiais arrombaram a porta do apartamento e explodiram uma bomba de efeito moral. Segundo o coronel Eduardo José Félix, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, neste momento a equipe ouviu três disparos vindos de dentro do apartamento.

Ao invadirem o local, exatamente às 18h08, os policiais encontraram o sequestrador de pé, entre a sala e a cozinha. Eloá estava caída baleada na cabeça e Nayara estava com um ferimento na boca.

A primeira a sair do apartamento foi Nayara, que saiu caminhando e foi colocada numa ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Lindemberg foi levado para uma viatura da Força Tática. A ex-namorada de Lindemberg saiu carregada por um policial e foi levada numa maca até a ambulância do Samu. 

Leia mais sobre: Eloá Pimentel

    Leia tudo sobre: seqüestro

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG