Terceiro mandato divide Centrais Sindicais

BRASÍLIA - A Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que permite a reeleição de um terceiro mandato para presidentes, governadores e prefeitos, divide as opiniões das Centrais Sindicais. Considerada por grande parte do mundo político como um casuísmo para garantir mais um mandato a Lula, a PEC encontra posições contrárias e também a aprovação junto às Centrais.

Severino Motta, repórter em Brasília |

No Caso da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o presidente Artur Henrique disse que o tema não está na pauta da entidade. Mas, ofereceu sua opinião particular. EU sou contra o terceiro mandato, o próprio Lula vem falando isso. Defendo a eleição direta com dois mandatos. Mas a CUT não tem posição sobre o tema e não deve discutir isso no seu próximo Congresso, afirmou.

A Força Sindical, presidida pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, está dividida em relação ao assunto. Ele é um dos signatários da PEC, e diz que alguns dos dirigentes da Central são a favor, mas a entidade, como a CUT, ainda não teria uma posição oficial.

Eu assinei a PEC e sou favorável, alguns dirigentes da Força são. Mas ainda não temos um posição final, não dá para definir isso agora, explicou.

Por fim, a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) é a entidade que mais mostrou apoio à proposta. O vice-presidente da instituição, Ubiraci Dantas de Oliveira, o Bira, disse que o mais importante é respeitar a vontade popular.

Se o povo quiser o terceiro mandato tem que ter o terceiro mandato. O Fernando Henrique pode ter o segundo mandato quando era proibido, então temos que respeitar o povo, disse.

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