O médico endocrinologista Geraldo Medeiros, que lançou recentemente o livro O Gordo Absolvido - a dieta pela genética , acredita que até 2012 a terapia genética contra a obesidade será uma realidade. Esses medicamentos, se tomados regularmente como as drogas para o controle da pressão arterial, corrigiriam o distúrbio metabólico que levou ao sobrepeso e permitiriam a pessoa com mais peso recuperar a saúde e conquistar a forma física que sonha.

O custo disso? Seria elevado, sem dúvida, mas Medeiros afirma que o governo poderia financiar o tratamento, como faz com a aids. Afinal, os gastos para a saúde pública causados por doenças associadas à obesidade - entre elas hipertensão, diabete, insuficiência renal e problemas cardiovasculares - são ainda maiores.

Mas o médico não se refere às pessoas “cheinhas” ou àquelas que, mesmo magras, sempre acham que precisam “perder dois quilos”. Ele está preocupado com a obesidade de fato, uma doença que eleva em seis vezes o risco de morte quando o Índice de Massa Corporal (IMC) de uma pessoa passa de 40.

Obesidade

Segundo Medeiros, só 5% das pessoas gordas têm o seu gene identificado e são geralmente aquelas em que a obesidade começa na infância. "Um exemplo disso é o gene ligado à leptina. Quando esse gene é defeituoso, o indivíduo não fabrica a leptina ou então deixa de ter o receptor para essa proteína no cérebro. Nos outros 95% dos casos, sabemos que também existe um gene causando a obesidade, mas ainda não sabemos qual."

Karina Toledo

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