Temporão: pessoas ainda têm medo de contar aos parceiros que contraíram DST

Brasília - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que os brasileiros ainda têm medo de contar aos parceiros que contraíram alguma doença sexualmente transmissível. Ao comentar os dados da Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos, ele avaliou ainda que a população masculina não busca os serviços de saúde como deveria.

Agência Brasil |


Estamos falando de doenças que, na maior parte dos casos, têm cura, mas ainda estão fortemente presentes na sociedade. O agente causador da sífilis, por exemplo, foi descoberto há mais de 100 anos, disse. Para Temporão, falta de diálogo nas relações.

O ministro lembrou que algumas doenças sexulamente transmissíveis (DST), se contraídas durante a gestação, podem provocar a morte do bebê. Ele reconheceu que é preciso melhorar a oferta de testes para o diagnóstico de sífilis, por exemplo. Quando a pessoa procura, é importante que o atendimento seja de qualidade, afirmou.

A diretora do Programa Nacional de DST\Aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, destacou que 78 milhões de brasileiros são sexualmente ativos. A estimativa da pasta é que 600 mil pessoas vivam com o vírus HIV no Brasil . Dessas, pelo menos 250 mil nunca fizeram o teste e não sabem que estão infectadas.

Para Mariângela, um dos desafios no país é facilitar que a informação chegue aos parceiros, possibilitando a quebra da chamada cadeia de transmissão. Outra prioridade, segundo ela, é que os profissionais de saúde estejam mais atentos e ofereçam orientações adequadas aos que procuram o serviço. Não é só orientar sobre o preservativo. Orientações complementares são extremamente importantes, disse.

Para a secretária de Saúde substituta do ministério, Heloísa Machado, as DST representam um importante problema de saúde pública. A frequência de reinfecção, a elevada taxa de transmissibilidade e as graves consequências, segundo ela, são fatores que  indicam a necessidade de iniciativas voltadas para a prevenção e o controle.

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