Temporão: período pós-chuva pode ser mais perigoso

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, previu hoje, no Recife, que o período pós-chuva nas áreas castigadas pelas águas pode ser ainda mais perigoso, pelo surgimento de doenças como leptospirose, diarreias e hepatites que costumam aparecer depois que as águas baixam. A maior preocupação do governo federal, segundo ele, é com o Maranhão, Estado que teve as estruturas das unidades de saúde danificadas pelas águas e terá de reconstruir o seu sistema de abastecimento dágua que praticamente se perdeu, ficou debaixo dágua.

Agência Estado |

"Tem-se que limpar, recuperar todos esses sistemas (de abastecimento) e, enquanto isso, oferecer água tratada ou hipoclorito para a população colocar na água e consumi-la de forma adequada", afirmou, no Palácio do Campo das Princesas, depois de assinar um pacto de redução da mortalidade infantil em 5% ao ano com 26 municípios pernambucanos. "Tudo que pode ser feito do ponto de vista técnico, de acompanhamento, monitoramento e apoio aos Estados está sendo feito".

Ele adiantou que até o momento não foram detectados "surtos importantes" nos Estados atingidos pelas fortes chuvas. O Ministério não tem informação sobre o eventual número de pessoas atingidas pelas chuvas que estejam doentes. Este levantamento, de acordo com o ministro, depende das vigilâncias sanitárias de cada Estado, que devem acompanhar e registrar as doenças, com a informação se elas são decorrentes das chuvas.

Segundo Temporão, das doenças que normalmente surgem depois das chuvas e inundações a mais grave é a leptospirose, que não tem medicamento específico, o tratamento é sintomático e em muitos casos há necessidade de internamento. "A pessoa pode sofrer hemorragias e a taxa de letalidade é alta, é a doença que mais assusta", observou, ao destacar que os que correm mais risco são os que não podem se proteger e andam descalços em áreas alagadas.

"As outras doenças são manejáveis do ponto de vista do tratamento e do atendimento". De acordo com o ministro, tudo o que se pode fazer objetivamente, neste momento, está sendo providenciado: "garantir que as pessoas bebam água potável e o envio de medicamentos, soros, vacinas e material de curativo".

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