Temporão: País tem dois casos suspeitos de gripe suína

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou hoje, em entrevista coletiva, que há no Brasil dois pacientes suspeitos de terem contraído a gripe suína, um de Minas Gerais e outro de São Paulo. De acordo com ele, ambos já estão sendo tratados com o medicamento indicado para a doença.

Agência Estado |

Os casos são considerados suspeitos porque a equipe médica que os avaliou confirmou mais de um sintoma da enfermidade e ambos vieram recentemente do México, local onde há mortes confirmadas causadas pela epidemia.

Temporão afirmou ainda que o governo brasileiro recebeu o sequenciamento genético do H1N1, o vírus causador da gripe suína. Esse material já foi enviado para um laboratório que ficará encarregado de fazer os kits de testes que serão usados para confirmar casos suspeitos de pacientes. A previsão é de que todo esse processo esteja concluído em até dez dias.

O ministro informou também que os Estados vão receber a partir de amanhã uma remessa de medicamento Tamiflu para que seja usado em casos de necessidade. Rio de Janeiro e São Paulo já dispõem do medicamento. "Estamos organizados há bastante tempo. Monitoramos a situação e não estamos correndo atrás. A não ser que haja uma mudança muito específica determinada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), manteremos a conduta até aqui adotada", disse.

De acordo com ele, a mudança do nível de alerta feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de 4 para 5, não vai alterar, por enquanto, a política de prevenção e controle da gripe suína que vem sendo adotada no País desde sábado, quando o alerta mundial foi decretado. Para a OMS, o nível 5 significa que há "fortes sinais de que uma pandemia é iminente". A escala da OMS vai de 1 a 6 - o último nível significa que uma pandemia global está em curso.

O ministro fez um alerta para que a população confie nas autoridades sanitárias, não se automedique nem recorra a terapias alternativas. "A pior coisa que pode ocorrer é a automedicação. Estamos alertas porque, em todo momento de crise, aparece falsificação de medicamentos, falsas terapias. Seremos muito rigorosos", disse.

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