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Temporão estuda usar médico aposentado contra dengue

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou hoje que médicos aposentados e que trabalham em atividades burocráticas poderão ser chamados para trabalhar no atendimento de pacientes com dengue no Rio de Janeiro. O recurso vem sendo estudado para tentar enfrentar a falta de médicos para atendimento na cidade.

Agência Estado |

Temporão usou como exemplo o Hospital Anchieta, que abriu na segunda-feira 90 leitos. "Mas só 30 foram efetivamente usados, porque não havia médicos suficientes", afirmou.

Temporão disse que hoje o Conselho de Secretários Estaduais de Saúde deverá apresentar uma lista com médicos pediatras dispostos a trabalhar no Rio no período de crise. A idéia é que 150 profissionais sejam transferidos. O ministério contratou emergencialmente 600 profissionais para atuar no atendimento aos pacientes com dengue, dos quais 400 já estão em serviço. Ontem, Temporão admitiu a possibilidade de ampliar o número de contratados. Está sendo estudada ainda a abertura do atendimento em três hospitais federais, que hoje não recebem pacientes no Pronto Socorro.

Temporão reforçou também a necessidade de outros Estados ampliarem as atividades de prevenção da doença. Segundo ele, entre os locais que merecem maior atenção estão Amazonas, Rondônia, Pará, Rio Grande do Norte, Bahia, além do Rio. "Esses locais estão longe de ter um problema grave como o Rio, mas é preciso aumentar os esforços", afirmou.

Para o ministro, a forma de controle da doença precisa mudar. "Já passou a fase do mutirão, do Dia D. Dengue tem de ser combatida durante todo o ano", disse. Ele alertou ainda para o risco enfrentado neste ano, que terá eleições, quando administradores geralmente baixam a guarda para ações de prevenção. "Esta é uma lição que o Brasil deveria ter aprendido e não aprendeu. Todos os anos de disputa municipal, a guerra contra dengue é perdida. Programas são desmobilizados, servidores são demitidos."

Sobre as críticas enfrentadas pelo aumento do número de casos de dengue, ele afirmou: "Acho lamentável. O slogan (ministro da Dengue) vem de um movimento político-partidário que me vejo absolutamente fora". Ele disse ainda lamentar "a politicagem com uma coisa tão grave".

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