Temporão estuda criar força nacional contra dengue

BRASÍLIA - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que estuda a criação de uma força nacional para combater a dengue. A proposta foi apresentada nesta quinta-feira a Temporão por secretários estaduais de Saúde.

Redação com agências |


A idéia é recrutar um grupo de profissionais para atuar em locais de emergência, a exemplo do que foi montado no Rio. Governos de Estados e federal e prefeituras partilhariam os custos desta operação.

Governador do Rio critica prefeito

Ao lado do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), sem citar nominalmente o prefeito do Rio, César Maia (DEM), o governador Cabral fez uma crítica à falta de atenção com que o município tratou o problema.

"Temos de fazer o dever de casa. Aliás, se a cidade do Rio de Janeiro tivesse feito o dever de casa lá atrás, quando Serra era ministro da Saúde (e César Maia já era prefeito da capital) e implementou no Brasil o Programa de Saúde da Família (PSF), certamente (não teríamos a epidemia), porque a lógica da Saúde é que a porta de entrada é a rede básica", destacou.

Mortes confirmadas

Ainda nesta quinta-feira, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio confirmou mais duas mortes por dengue. Com isso sobe a 47 o número de óbitos no município e a 81 no Estado ¿ na epidemia de 2002, foram 91.

As duas pessoas morreram em março: uma mulher de 55 anos que estava internada no Instituto Nacional do Câncer (Inca) e um homem de 81 anos que estava no Hospital Salgado Filho. 

O secretário do Ambiente, Carlos Minc, informou que em reunião com representantes da limpeza urbana de 16 municípios da região metropolitana foi decidida a adoção de medidas para evitar que o lixo se transforme em potenciais focos de dengue.

As medidas incluem dobrar a coleta diária em áreas de grande incidência; retirar pneus de áreas consideradas críticas, realizar sobrevôos para identificar depósitos clandestinos de lixo; e retirar carcaças de veículos abandonados.

Na Baixada Fluminense, explicou, a proposta é reduzir a partir desta sexta-feira o preço cobrado nos aterros sanitários de Gramacho e Nova Iguaçu enquanto durar a epidemia. "Esses aterros passarão a receber uma quantidade maior de lixo de municípios como Mesquita, Nilópolis e São João de Meriti. Assim, a retirada de lixo de terrenos baldios não significará um peso muito grande para estes municípios", disse.

Carlos Minc afirmou ainda que todos os municípios se comprometeram a incrementar a educação ambiental nas escolas e que amanhã cerca de 5 mil pessoas de diferentes áreas de atuação discutirão, no Maracanãzinho, a situação da dengue no Estado.

Dez capitais têm risco de epidemia

Além do Rio de Janeiro e da cidade de Araraquara, no interior de São Paulo, pelo menos outros dez municípios correm risco de epidemia de dengue, segundo dados do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti do Ministério da Saúde.

As capitais em estado de alerta são Manaus (AM), Belém (PA), Palmas (TO), Maceió (AL), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), São Luiz (MA), Recife (PE), Aracaju (SE) e Vitória (ES). Veja no mapa:

(*Com informações da Agência Estado)


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