As fortes chuvas do fim de 2009 transformaram em um cenário trágico um dos principais paraísos turísticos do Estado do Rio. O deslizamento de uma encosta atingiu uma pousada e sete casas na Ilha Grande, na baía de Angra dos Reis, matando pelo menos 19 pessoas.

No continente, outras 11 pessoas morreram em outro desmoronamento, no Morro da Carioca, no centro histórico - um dos destinos mais procurados no réveillon. Até a noite de desta sexta-feira, bombeiros trabalhavam em busca de vítimas ou sobreviventes. No Estado, 52 pessoas já morreram por causa das chuvas.

Na Ilha Grande, os bombeiros haviam resgatado pelo menos 13 corpos de turistas e 6 de moradores locais, informou o vice-governador Luiz Fernando Pezão. Poucas horas depois da comemoração de ano-novo, às 2h30 de ontem, os hóspedes da pousada Sankay, na Enseada do Bananal, uma região de pequenas ilhas em torno da Ilha Grande, foram surpreendidos pelo desmoronamento de toneladas de rochas e terra da imensa encosta, localizada atrás do prédio. A maioria dos hóspedes conseguiu sair a tempo, mas a filha dos proprietários da pousada, Yumi Faraci, de 18 anos, e um casal de amigos dela ficaram sob os escombros.

Resgate

Mais de cem pessoas, entre bombeiros, médicos e voluntários, foram mobilizadas para a operação de resgate. Militares da Marinha também ajudaram. Helicópteros e navios forem empregados no transporte de equipamentos e de pelo menos 10 feridos.
"Infelizmente, acreditamos que vamos ter um número mais elevado de vítimas por causa desses desmoronamentos", disse o vice-governador. Autoridades envolvidas na operação estimaram que poderia haver pelo menos mais 25 corpos na Ilha Grande e dezenas no Carioca.

Várias regiões de Angra foram castigadas pela chuva e a prefeitura contabiliza 80 casas destruídas. Oito corpos retirados da Enseada do Bananal foram trasladados de helicóptero para o Instituto Médico-Legal (IML) do Rio. Quatro vítimas foram identificadas. Os mortos do Morro da Carioca foram identificados no IML de Angra.

A chuva no litoral sul do Rio também isolou a região, provocando várias quedas de barreira na BR-101 (Rio-Santos). Na altura de Paraty, a via chegou a ser interditada nos dois sentidos.

A tradicional procissão marítima de Angra, que ocorre no primeiro dia de cada ano, foi cancelada. A festa de aniversário da cidade, que ocorre dia 6 de janeiro, também foi cancelada. O prefeito de Angra, Tuca Jordão, decretou luto oficial de três dias na cidade. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

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