Temer quer tirar corregedoria de deputado dono de castelo

BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), vai propor retirar a corregedoria da Casa da segunda vice-presidência, o que poderia livrar o deputado Edmar Moreira (DEM-MG) de ser julgado pelos companheiros ou mesmo ser forçado a renunciar ao cargo. No entender de Temer, o problema de Edmar não é possuir um castelo avaliado em 20 milhões de reais e dívidas trabalhistas em suas empresas, mas o fato de ter declarado, como corregedor, que deputados não devem julgar seus colegas por vício de amizade.

Reuters |

"Nós vamos aprovar terça-feira um projeto de resolução que retira a corregedoria da segunda vice-presidência e permite que o presidente da Câmara nomeie o corregedor. Acho que com isso se soluciona essa pendência", disse Temer.

Edmar está pressionado até por seu partido, o DEM, que pediu sua renúncia publicamente em nota. O PSOL também estuda apossibilidade de uma representação contra Edmar no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar. O PSOL defende ainda que a corregedoria se torne independente da Mesa Diretora da Câmara e a criação de uma vice-corregedoria, que ajudaria o corregedor no julgamento dos deputados.

"Até o Edmar vai apoiar isso, pois já declarou que não conseguiria como corregedor corrigir nada, portador que é do vício insanável da amizade", ironizou Chico Alencar (PSOL-RJ).

Isolado na Câmara, Edmar só teve o apoio do líder do PT, Cândido Vacarezza (SP), que disse não ver nenhuma denúncia contra o parlamentar. "Processos na Justiça contra empresários são normais e serão muito mais agora em tempos de crise", afirmou.

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