Temer quer atrair PDT para integrar bloco na Câmara

Na tentativa de atrair os votos do PDT, o candidato do PMDB à presidência da Câmara, deputado Michel Temer (SP) convidou hoje o partido a entrar no blocão que a bancada peemedebista pretende formalizar até fevereiro para negociar a distribuição dos cargos na Mesa-diretora e nas comissões permanentes. Pelas contas de Temer, esse eventual bloco, que poderá ser dissolvido após a eleição, teria 417 parlamentares caso receba a adesão do PDT.

Agência Estado |

A proposta do presidente do PMDB ao PDT foi apresentada pessoalmente pelo candidato peemedebista ao deputado Mário Heringer (PDT-MG) que, até 31 de dezembro, liderou o "bloquinho" - pequenos partidos que sustentam a candidatura do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) ao comando da Câmara.

Apesar do otimismo do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), que acredita no apoio do próprio Heringer a Temer, o pedetista preferiu não assumir nenhum compromisso público antes de encerrar as consultas internas. Depois de receber, em seu gabinete, o candidato do PMDB - que tem o apoio formal de 12 partidos - Heringer se reuniu com Aldo Rebelo para fazer um relato da conversa. "Vou seguir a posição da maioria do PDT", disse o deputado, que ainda teria um encontro com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT.

Com 25 deputados, o PDT integra o "bloquinho" formado também pelo PSB, PC do B, PMN e PRB. Para funcionar, o "blocão" que inclui partidos opostos como PT, PSDB e DEM, precisa ser formalizado até às 16 horas do dia 1º de fevereiro. A eleição dos novos integrantes da Mesa está marcada para às 10 horas do dia seguinte. Até por conta do recesso parlamentar que esvaziou o Congresso, há dúvidas sobre a chance de o PMDB conseguir em tempo hábil as assinaturas da maioria dos parlamentares dos 12 partidos para oficializar esse bloco.

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