O presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, afirmou hoje que a pane que privou boa parte de São Paulo dos serviços de banda larga da concessionária dificilmente teve paralelo em outra parte do mundo, pela dimensão da falha. Parte da rede de transmissão de dados da concessionária ficou prejudicada desde quarta-feira.

Boa parte da situação está normalizada, disse, ainda que existam registros de "problemas pontuais" que "não necessariamente" guardam relação com esta pane. "Acredito que esse tipo específico de falha não tenha havido nem na rede da Telefônica nem em outro país", destacou.

Valente explicou hoje o tipo de defeito no acesso à internet em banda larga. A origem da dificuldade ainda não foi detalhada pela operadora e é averiguada pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), que emitirá em até dez dias corridos um laudo para apurar o porquê da pane. Ele não descarta que tenha havido erro humano.

Cerca de 3,5 mil clientes corporativos tiveram dificuldades com a banda larga de forma intermitente. Isso corresponde a metade das empresas que usam serviços dedicados na rede com a tecnologia MPLS da concessionária, cuja tecnologia é mais moderna que a da outra rede da empresa, que não apresentou problemas. Valente não soube mensurar o número de pessoas físicas afetadas. Por isso, todos os usuários do Speedy terão direito a abatimento.

Segundo o executivo, foram identificadas falhas em equipamento que estava em Sorocaba, no interior do Estado. Valente afirmou que o aparelho foi isolado, lacrado, para permitir aos serviços voltarem à normalidade. Além da "complexa" e "rara" falha que acometeu os serviços de banda larga da Telefônica, alguns sistemas de proteção da rede não funcionaram. "Usamos sistemas de redundância, mas ainda que a rede seja bem planejada, podem ocorrer situações involuntárias", observou, notando que "a grande dúvida" é por que os sistemas de proteção de alguns elos da rede não funcionaram.

Responsabilidade

De acordo com Valente, a Telefônica não se furtará da responsabilidade junto aos clientes. Hoje, o presidente da empresa participou de reunião com a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Ministério Público (MP) e Procuradoria do Estado para definir, entre outros, como serão atendidos os consumidores lesados.

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