Estrutura, que chegou a ser interditada por seis horas na quinta-feira, é monitorada após bombeiros constatarem oscilações

Após realizarem inspeção na Ponte Juscelino Kubitschek na manhã de hoje, técnicos da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), Secretaria de Obras, Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros do DF reuniram-se na tarde desta sexta-feira para discutir a descoberta de um desnível na estrutura. A ponte foi interditada por cerca de seis horas nesta quinta-feira, quando bombeiros constataram oscilações na estrutura.

Desnível na região da junta de dilatação da ponte tem cerca de 4 centímetros
Roosevelt Cassio, Agência Estado
Desnível na região da junta de dilatação da ponte tem cerca de 4 centímetros
Em nota, o governo do DF e a Novacap informaram que na primeira vistoria, realizada ontem, não foi constatado nenhum problema que comprometa a estabilidade da ponte, mas o tráfego no local foi restringido a veículos leves, e o limite de velocidade reduzido para 40km/h. A estrutura está sendo monitorada por técnicos da Novacap, projetistas, engenheiros e construtores da Ponte, com acompanhamento da Universidade de Brasília (UnB). De acordo com a Novacap, não há risco de desmoronamento.

O desnível na região da junta de dilatação da ponte tem cerca de 4 centímetros, e foi encontrado após um ciclista afirmar que sentiu vibrações na estrutura a bombeiros que socorriam o motorista e os passageiros de um caminhão que capotou no Lago Sul, próximo à ponte, no início da tarde.

A ponte JK, por onde passam diariamente mais de 30 mil veículos, foi inaugurada em 2002, e, segundo especialistas, deveria passar por vistoria a cada três anos. Segundo a Novacap, no entanto, o plano de manutenção não foi seguido nos últimos quatro anos, pelo menos. “Não temos a ideia de quando foi a última vez que a JK passou por manutenção. Se fosse falha de engenharia, ela teria sido detectada no primeiro ano de funcionamento”, disse o presidente da Novacap, Maurício Canovas, em entrevista coletiva na tarde de ontem.

*Com informações do Correio Braziliense

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