TCU vê possível superfaturamento em obras do Rodoanel

Auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) entre janeiro de 2007 e julho de 2008 encontrou indícios de superfaturamento na construção do trecho sul do Rodoanel, em São Paulo, com participação direta da empreiteira Camargo Corrêa, alvo principal da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal. A Procuradoria da República e a PF requisitaram ao órgão detalhes do suposto prejuízo aos cofres públicos causado pela empreiteira, calculado em R$ 39,6 milhões.

Agência Estado |

Segundo o TCU, a obra, com valor estimado em R$ 3,6 bilhões, obteve “permissão de preços unitários até 30% acima dos preços de referência”. O ministro relator do processo, João Augusto Ribeiro Nardes, avalia o processo. A Camargo Corrêa, que trabalha em consórcio com a Serveng no lote 4 do Rodoanel, avisou que já apresentou sua defesa ao órgão.

O TCU apurou as supostas irregularidades por meio de exame de documentos, inspeções no canteiro de obras e entrevistas. Segundo a auditoria, além dos possíveis desvios da Camargo Corrêa, há indícios de sobrepreço em todos os cinco lotes. Os casos mais graves seriam os dos lotes 1 e 5, administrados pelos consórcios OAS/Mendes Júnior e Andrade Gutierrez/Galvão Engenharia, respectivamente. O suposto sobrepreço praticado pelas empreiteiras teria causado prejuízos na ordem de R$ 83 milhões.

Ainda de acordo com o texto, Odebrecht/Constran (lote 2) teria praticado sobrepreço de R$ 39,3 milhões, e Queiroz Galvão/CR Almeida (lote 3) sobrepreço de R$ 21,3 milhões. As construtoras OAS, Mendes Júnior, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Odebrecht, Constran e Camargo Corrêa apresentaram suas alegações de defesa em meados de janeiro. Os desdobramentos do processos podem fazer com que os contratos sejam refeitos ou anulados e os valores em tese superfaturados sejam ressarcidos aos cofres públicos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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