Além de colocar o governo gaúcho em crise, a fraude do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) vai colocar sob investigação o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), João Luiz Vargas. Em reunião administrativa, os conselheiros do tribunal decidiram hoje abrir um procedimento prévio de apuração para ver se Vargas conhecia ou cometeu alguma irregularidade.

O presidente do TCE foi citado nas escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Rodin e foi visitar seu amigo José Fernandes quando este já estava indiciado como participante da fraude. Também tem um filho, Eduardo, apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como beneficiário do esquema. A fraude era praticada por empresas que superfaturavam os serviços e causou prejuízo de R$ 44 milhões ao Estado.

Vargas disse aos seus colegas que podem ficar à vontade para investigá-lo. Ele terá 30 dias para apresentar explicações e, se for o caso, documentos. Se ao final do prazo o caso não estiver explicado, o tribunal abrirá processo administrativo, que, se ficar comprovada alguma culpa, poderá acabar em exoneração de Vargas.

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