Taxa geral de divórcios avança mais do que taxa de separações, aponta IBGE

SÃO PAULO ¿ A taxa geral de divórcios avançou mais do que a taxa de separações em 10 anos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. Enquanto o número de separações se teve leve redução, a de divórcios cresceu de 1,1% para 1,5%, a maior do período analisado.

Nara Alves, iG São Paulo |

O IBGE atribui a elevação do número de divórcios à maior aceitação por parte da sociedade. Outro fator impulsionador do registro formal é a ampliação do acesso aos serviços de Justiça, além da possibilidade de realizar os divórcios nos tabelionatos. As separações se mantiveram estáveis porque a opção tem sido maior pelo divórcio direto, aquele que não passa por um processo de separação judicial, diz o gerente de estatísticas vitais e estimativas populacionais do IBGE, Cláudio Crespo.

A comparação das taxas referentes às Unidades da Federação para os anos de 1998 e 2008 mostra tendência de crescimento em todos os Estados brasileiros. Essa constatação, segundo o IBGE, não elimina a possibilidade de algumas oscilações para menos nas taxas, quando as comparações são feitas ano a ano.

Em relação à natureza das separações realizadas no Brasil, em 2008, a maior parte  delas foi consensual (76,2%). A maior proporção de casos consensuais foi  observada  no  Mato Grosso do Sul, 87,5%. As unidades da federação que tiveram  proporções  mais  elevadas  de  separações  não  consensuais foram Pernambuco (48,8%) e Alagoas (46,7%).

As separações judiciais de natureza não consensual foram, na maior parte dos casos, requeridas pela mulher. Em 2008, para o Brasil, o percentual foi de 71,7%. Em todos os Estados brasileiros, a maior porcentagem foi de separações requeridas pelas mulheres. Houve, segundo o IBGE, diferenças como na Paraíba, onde 41,4%  das  separações não consensuais tiveram o homem como requerente.

Guarda dos filhos

Em 2008, 88,7% dos divórcios concedidos no Brasil tiveram a responsabilidade pelos filhos concedida às mulheres. Esse elevado percentual de responsabilidade para com a guarda dos filhos menores pode ajudar a explicar as diferenças que foram observadas para mais, no caso dos homens divorciados, quando recasam com mulheres solteiras, em relação às mulheres divorciadas que contraem novo casamento.

Leia mais sobre: divórcio

    Leia tudo sobre: divórcioibge

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG