O grupo britânico de museus Tate anunciou nesta segunda-feira a aquisição, por mais de 700.000 dólares, de oito gravuras do poeta e artista William Blake, encontradas no meio de livros antigos.

As oito gravuras coloridas foram um presente de Blake (1757-1827) à mulher, Catherine, que depois as deu para um homem chamado Frederick Tatham.

Em seguida, seu rastro se perdeu. A série foi encontrada entre as páginas de um horário de trens que estava em uma caixa de livros de segunda mão, comprada no fim dos anos 70 em um sebo.

"Raramente são vendidas obras de Blake, o que torna esta recente descoberta ainda mais extraordinária", indicou a Tate em um comunicado, explicando que seu proprietário fez um "preço especial" - 441.000 libras (490.000 euros, 712.000 dólares) - para que o museu pudesse comprar as gravuras.

Segundo a Tate, na década de 1790, Blake combinou seus talentos de autor e artista para produzir várias séries de livros ilustrados, publicados com a ajuda de sua mulher.

Posteriormente, reproduziu algumas imagens de seus livros em forma de gravuras, que finalizava com tinta e coloria com aquarela, tornando cada uma delas uma peça única.

Das oito gravuras adquiridas pela Tate, seis pertencem ao "Livro de Urizen" (1794), uma ao "Livro de Thel" (1789) e otra ao "Matrimônio do céu e do inferno" (1790-1793).

A série será exposta ao público na Tate Britain em julho deste ano. Depois, as gravuras irão a Moscou, para uma mostra no museu Pushkin em novembro.

elm/ap

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