Tarso reitera que escolha do PT gaúcho foi consensual

O ministro da Justiça, Tarso Genro, reiterou hoje que a escolha de sua pré-candidatura ao governo gaúcho foi consensual, como prevê resolução do PT sobre as eleições de 2010. O nome de Tarso foi indicado para concorrer ao governo em encontro estadual do PT no domingo passado.

Agência Estado |

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender ontem apoio do PT ao deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) para o governo de São Paulo, dizendo esperar que o PT tenha "maturidade" até mesmo para aceitar uma candidatura de fora do partido para formar alianças.

Questionado sobre se a postura do presidente poderia mudar a situação no Estado, o ministro avaliou que "aqui no Rio Grande do Sul tem consenso de uma pré-candidatura e ela será oferecida e discutida com os aliados". Embora a definição tenha ocorrido antes do prazo recomendado pelo PT, a partir de fevereiro de 2010, a resolução abriu a possibilidade de escolha antecipada se houver consenso.

Em entrevista antes de lançar programa de atenção à saúde dos agentes de segurança, Tarso também voltou a dizer que sua pasta não tem atritos com a governadora do Estado, Yeda Crusius (PSDB), e citou, como exemplo, que não há problemas na colaboração entre as duas esferas para as ações do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Na semana passada, a governadora associou a crise política de seu governo a supostas ações de Tarso. "A Polícia Federal faz um trabalho técnico, dentro da lei, é rigorosamente controlada pelo Ministério Público e vai continuar fazendo isso de forma cada vez mais profunda", repetiu o ministro, ao defender as ações do órgão.

Tarso assinou hoje acordo de cooperação com o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), para o repasse de R$ 1 milhão à capital para as medidas do Programa de Atenção à Saúde dos Servidores de Segurança Pública, que inclui ações para agentes da guarda municipal. Ele lembrou que, ao lançar o programa no Rio de Janeiro, o Estado e a capital fluminense assinaram convênio para o repasse de R$ 10 milhões. Tarso avaliou que os policiais são expostos a situações de "tensão extrema". O objetivo do programa é organizar ações para dar atenção à saúde física e psíquica dos policiais, segundo o ministro.

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