Tarso oferece Força Nacional ou PF para apoiar a candidatos do Rio

BRASÍLIA ¿ O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse, nesta segunda-feira, que é preciso uma solicitação oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE) e do governo do Estado para que a Polícia Federal (PF) ou a Força Nacional de Segurança dêem suporte aos candidatos às eleições municipais no Rio.

Redação com Agência Brasil |


O esclarecimento foi feito após o ministro participar do encontro com gestores estaduais do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci) no Hotel Nacional, em Brasília.

Segundo Tarso, a situação de insegurança no Rio já atinge a esfera político-eleitoral, o que requer uma atuação rápida. O combate ao crime organizado em certos lugares onde há ausência do Estado é questão política chave, porque quando o crime se encontra com a política a situação fica mais complexa e mais difícil de resolver.

De acordo com ele, a forma de atuação dos policiais federais deve ser definida a partir da orientação da autoridade pública que solicitou o auxílio da PF. A utilização da Força Nacional de Segurança, que mantém cerca de 800 homens no Rio, também foi uma possibilidade levantada pelo ministro para garantir a segurança nas eleições cariocas.

Jornalistas coagidos

No último sábado, traficantes armados ameaçaram jornalistas que acompanhavam a campanha do senador Marcelo Crivella, do PRB, candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, na comunidade de Vila Cruzeiro.

O senador fazia caminhada com eleitores na comunidade quando profissionais de três jornais foram abordados por traficantes, um dos quais estaria armado com um fuzil, segundo o jornal. Eles obrigaram os repórteres-fotográficos de "O Globo", "Jornal do Brasil" e "O Dia" a apagar as fotos da cobertura. As imagens foram recuperadas logo depois do ocorrido e divulgadas nos diários cariocas.

Candidata barrada

No dia seis de julho, a candidata a vereadora pelo PT, Ingrid Gerolimich, foi impedida de realizar campanha política na favela da Rocinha, na zona Sul do Rio. Segundo a candidata, ela foi barrada porque os traficantes do local já escolheram os candidatos que querem no poder.

"No dia 6 de julho iríamos lá, mas recebemos recado dos moradores de que não poderíamos entrar, pois o tráfico não queria", disse.



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