Tarso nega que estrangeiro preso seja ligado à Al-Qaeda

O ministro da Justiça, Tarso Genro, desmentiu hoje a notícia de que o estrangeiro preso pela Polícia Federal em São Paulo por cometer crimes de racismo na internet integra a organização terrorista Al-Qaeda. Em entrevista no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Tarso disse que a PF não abriu inquérito para apurar indícios da presença de terroristas no País.

Agência Estado |

"Nós não estamos trabalhando com essa perspectiva", afirmou. "A legislação brasileira é uma legislação bastante confortável pra combater qualquer tipo de delito e aqui no Brasil a Polícia Federal não tem nenhum inquérito sobre célula terrorista ou célula da Al-Qaeda." A suposta presença do terrorista foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo .

Tarso evitou divulgar até a nacionalidade do estrangeiro suspeito de atuar como célula da Al-Qaeda, que ainda estaria preso. "O que eu posso informar é que se trata de um cidadão estrangeiro que estava cometendo crimes pela internet, crimes previstos na legislação brasileira, são crimes ordinários e comuns, e foi apanhado por conta de uma investigação também comum que a Polícia Federal faz a partir de determinadas denúncias."

Segundo o ministro, o estrangeiro foi detido por "um motivo: ele estava cometendo delitos, entre eles racismo, pela internet. Essa foi a motivação do inquérito e a motivação da prisão." O ministro também disse que, "se esse cidadão tem ou não relações políticas e ideológicas com países ou com correntes de opinião no mundo, isso para nós não é uma questão institucional ou legal."

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