Tarso Genro volta a defender asilo político a Cesare Battisti

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, voltou a defender nesta terça-feira a concessão de asilo político ao italiano Cesare Battisti. Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália sob acusação de participação no assassinato de quatro pessoas entre 1978 e 1979, quando era integrante do Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), grupo de extrema esquerda.

Carol Pires |

O italiano recebeu o status de asilado político no Brasil concedido pelo ministro Tarso Genro, mesmo depois do Conselho Nacional para Refugiados (Conare) rejeitar o benefício ao mesmo. Battisti está preso na penitenciária Papuda, em Brasília. Ele aguarda o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir sobre a legalidade do processo.  

O senhor Battisti foi um criminoso político. Muitos de nós nessa sala também fomos criminosos políticos [quando lutaram contra a ditadura militar no Brasil] e a maioria de nós tem orgulho por aquilo que nós fizemos, disse o ministro, em audiência pública na Câmara dos Deputados.  

Eu fui criminoso político. Respondi a dois processos no regime militar. Fui absolvido nos dois processos por falta de prova. Provavelmente porque não fui torturado. Se tivesse sido torturado, teria me entregado, disse. 

Genro também observou que, ao conceder asilo a Battisti, a repercussão foi negativa na Itália, e um deputado chegou a dizer que o Brasil era conhecido pelas suas dançarinas, e não pelos seus juristas.

O ministro foi colocado como ignorante em matéria jurídica, Battisti foi colocado na mídia como um criminoso vulgar e o estado italiano foi colocado como exemplar, criticou.

Esta semana, Battisti disse que preferiria morrer a voltar para Itália. O ministro Tarso Genro, não quis, porém, comentar o assunto.

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