Tarso espera ordem do STF para mandar Polícia Federal à Raposa Serra do Sol

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta quarta-feira que a Polícia Federal está pronta para atuar na retirada dos não índios da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Genro informou, porém, que até o momento não recebeu orientações do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre como proceder no caso.

Carol Pires |

O ministro Carlos Ayres Britto foi relator do processo que homologou a reserva em área contínua e determinou para esta quinta-feira o prazo para retirada nos não índios da região. Nesta terça-feira, ele se reuniu com deputados que acompanham a retirada dos arrozeiros e descartou a prorrogação do prazo.

De acordo com o ministro Tarso Genro, apenas o STF pode ponderar a necessidade de prorrogar ou não os prazos. [A atuação da Polícia Federal] vai depender da orientação que eu receber do ministro Ayres Britto. Se ele disser que terá mais prazo, então terá. Se disser que não, deverá dizer como a Polícia Federal vai agir, disse Genro, após encontro com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AL), no Congresso Nacional. 

Segundo a Fundação Nacional do índio (Funai), cerca de 8 mil cabeças de gado ainda precisam ser retiradas da reserva. Por isso, os deputados da comissão externa que acompanha o caso articulam a edição de um projeto que autoriza a compra de gado a região.  Os arrozeiros pedem pelo menos mais 45 dias para sair da reserva.

A reserva indígena Raposa Serra do Sol é uma área que ocupa 46% do Estado de Roraima e é moradia de cerca de 18 mil índios - a maioria da etnia Macuxi.

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