Tarso e Múcio defendem urgência da reforma política

BRASÍLIA (Reuters) - Os ministros Tarso Genro (Justiça) e José Múcio (Relações Institucionais) defenderam nesta terça-feira, na Câmara, a urgência de uma reforma política no país. Em audiência pública na Câmara, os ministros abordaram as sugestões encaminhadas pelo governo para iniciar as discussões e disseram esperar que o Congresso vote a reforma ano que vem.

Reuters |

"Chegamos no nosso limite. Precisamos da reforma política, a sociedade clama por ela e o governo e o Congresso precisam enfrentar a reforma", disse Múcio, criticando a existência de 37 partidos no país, muitos dos quais se tornam "legendas de aluguel" para garantir tempo de televisão a siglas maiores durante as eleições

Múcio defende que cada tema proposto para a reforma política seja debatido separadamente, e o governo já tratou a questão dessa forma, enviando cinco propostas em forma de projetos de lei e uma proposta de emenda constitucional (PEC).

Os projetos do governo que serão formalizados até o fim do mês tratam de cláusula de desempenho, lista fechada, financiamento público de campanha, inelegibilidade, fidelidade partidária e fim das coligações partidárias.

Tarso Genro comentou as medidas, destacando que a fidelidade partidária fortaleceria os partidos políticos. Segundo o ministro, filiados só poderiam trocar de partido em caso de perseguição política ou para disputar a eleição subsequente.

Múcio citou casos de parlamentares que já mudaram até seis vezes de partido e disse que a infidelidade tira das legendas as suas bandeiras de luta. Ele defendeu a decisão da Justiça que freou o troca-troca entre os partidos como um aprimoramento necessário.

Tarso disse que o financiamento de campanha do jeito como funciona atualmente acaba restringindo o processo eleitoral a alguns integrantes dos partidos, porque nem todos são contemplados pelas empresas doadoras. O financiamento público garantiria uma distribuição mais equânime.

Múcio afirmou que não há proposta fechada e que o objetivo do governo é colocar o assunto em pauta.

(Texto de Mair Pena Neto)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG