Tarso diz que nenhuma operação justifica desvios de conduta

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta terça-feira que nenhuma operação da Polícia Federal, por mais importante que seja, justifica excessos cometidos por policiais. A declaração foi uma crítica velada à Satiagraha, em que o antigo delegado responsável, Protógenes Queiroz, teria usado agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) de forma supostamente irregular.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

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    "Por mais correta que seja uma operação, no sentido de buscar os objetivos da investigação, isso não justifica desvio de conduta e nem elação de ilegalidades", disse.

    Tarso ainda comentou que a atual fase por que passa a Polícia Federal, tendo um de seus delegados investigado, só é possível numa "sociedade democrática", e que a PF está aprimorando seus métodos de investigação tanto de crime quanto de seus próprios agentes.

    "É por isso que os controles da PF estão sendo aprofundados. Os controles de corregedoria e os controles de sindicância e também os relativos à ação externa da PF no combate ao crime organizado, ao tráfico de drogas e à evasão de divisas", disse.

    Por fim Tarso negou notícias que dão conta de pressões, feitas pelo senador José Sarney (PMDB-AP), para sua saída do ministério. Também taxou como "intrigas" informações sobre a possível destituição de Luiz Fernando Corrêa do cargo de diretor-geral da Polícia Federal devido a problemas de relacionamento.

    "O senador Sarney me telefonou ontem à noite e disse que sabe de onde saíram essas informações. Isso é intriga. Não há nada de absolutamente verdadeiro nisso", afirmou Tarso.

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