Tarso diz que desmatamento zero seria irresponsabilidade

BRASÍLIA ¿ O ministro da Justiça, Tarso Genro, considerou razoáveis as propostas que o governo vai levar à Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas, mas afirmou que prometer ¿desmatamento zero¿ seria irresponsabilidade.

Christian Baines, repórter em Brasília |

Essas metas apresentadas são razoáveis. Não podemos ter visão idealista, no sentido de improvável. Não podemos dizer que até tal data chegaremos ao desmatamento zero. Seria irresponsabilidade uma promessa não cumprida, disse ao sair de cerimônia de posse dos novos membros do Conselho Nacional de Segurança Pública.

Na convenção, que será realizada em dezembro, na Dinamarca, a comitiva brasileira vai apresentar uma proposta de redução de 80% do desmatamento da Floresta Amazônica e vai pedir que os países avançados reduzam em 40% a emissão de gases do efeito estufa ¿ valor é o teto sugerido pelo Painel Intercontinental de Mudanças Climáticas (IPCC).

Além disso, o governo vai adotar uma posição firme de defesa aos países emergentes. Deve reivindicar financiamento internacional dos países ricos às políticas de combate ao desmate. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o governo quer que os fundos sejam constituídos com montantes do Tesouro dos países avançados.

As propostas foram definidas em uma reunião realizada nesta terça-feira entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Minc, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, além da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

No encontro, apesar de o presidente bater o martelo em relação ao combate do desmatamento, não se chegou a um entendimento quanto à redução de emissão de CO2. O governo não definiu qual será meta apresentada na convenção mundial.

Minc propôs o congelamento dos volumes emitidos atualmente - 2,2 bilhões de toneladas ¿ até 2020, mas a ministra Dilma pediu para que os números sejam revistos usando uma base de cálculo de pelo menos 5% de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O relatório do MMA baseou-se em projeções de 4% de incremento econômico.

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